Presidente Lula durante a cerimônia de sanção da lei que institui a Política Nacional de Cuidado Integral às Pessoas com Doença de Alzheimer e outras Demências - Foto: Ricardo Stuckert/PR
Nova legislação estabelece diretrizes para capacitação de profissionais de saúde públicos e privados para identificar sinais da doença, além de criar programas de amparo a idosos em entidades de longa permanĂȘncia
Melhorar a qualidade de vida dos pacientes com Alzheimer e também de seus cuidadores. Esse é um dos objetivos do Projeto de Lei nÂș 4.364, de 2020, sancionado pelo presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva nesta terça-feira, 4 de junho, que institui a Política Nacional de Cuidado Integral às Pessoas com Doença de Alzheimer e outras DemĂȘncias.
??????A nova lei estabelece diretrizes como a capacitação dos profissionais de saúde públicos e privados para a prevenção, identificação de seus sinais e sintomas em fases iniciais, e assistĂȘncia e integração dos serviços de saúde existentes.
A aprovação da lei pelo presidente Lula ajudarĂĄ a melhorar a qualidade de vida das pessoas com Alzheimer e outras demĂȘncias e também reduzirĂĄ o peso dos cuidadores, que em sua maioria são mulheres da família por volta dos 60 anos. O PL também promoverĂĄ a adoção de uma abordagem mais integral e humanizada para lidar com as questões de cuidado e saúde pública.
O projeto altera a Lei Orgânica da AssistĂȘncia Social, Lei nÂș 8.742, de 1993, que trata sobre a organização da AssistĂȘncia Social, para criar programas de amparo às pessoas idosas vulnerĂĄveis em entidades de longa permanĂȘncia, apoiadas pelo poder público na prestação de atendimento integral à saúde física, mental e emocional dos idosos.
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, participou da cerimônia e ressaltou a importância da promoção da saúde em todas as idades. Ela destacou o dado de que hĂĄ no Brasil, atualmente, mais de 30 milhões de idosos e que a projeção para 2050 é de que o número chegue a 60 milhões. "Todos nós esperamos uma velhice saudĂĄvel, isso começa com a promoção da saúde muito cedo, mas sabemos do aumento da incidĂȘncia de Alzheimer e outras demĂȘncias. Então isso mostra o acerto de termos dessa política", afirmou a ministra.
Sobre a nova lei, Nísia disse que caberĂĄ ao Ministério da Saúde orientar e conscientizar os prestadores de serviços da saúde pública e privada a respeito das doenças que levam a perdas cognitivas. "Do ponto de vista do Ministério da Saúde, caberĂĄ a nós a orientação e a conscientização dos prestadores de serviços de saúde, tanto públicos quanto privados, sobre as doenças que levam a essas perdas cognitivas, tanto Alzheimer quanto outras formas de demĂȘncias. Então esse é um dos papéis que nós teremos com essa lei sancionada", pontuou a ministra.
DIAGNÓSTICO PRECOCE – Segundo a proposta, haverĂĄ diretrizes claras para o diagnóstico precoce, tratamento adequado e suporte integral aos pacientes e cuidadores. Além disso, gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão incluir notificações sobre a ocorrĂȘncia da doença de Alzheimer e de outras demĂȘncias nos sistemas de informação e registro.
O intuito da legislação é facilitar a disseminação de informação e apoiar a pesquisa clínica, inclusive mediante a colaboração com instituições internacionais. Também visa promover a educação da população sobre demĂȘncias, reduzindo o estigma associado a essas condições e incentivando a solidariedade e a empatia na sociedade.
A sanção presidencial é um passo importante e inclusivo para enfrentar os desafios associados às demĂȘncias e promover o bem-estar de toda a comunidade, como parte do cuidado integral às doenças neurodegenerativas no Brasil.
Fonte: Ascom