"No meu CPF, eu te confirmo aqui: vou disputar as eleições ao governo do estado do Rio"
O vice-governador do Rio,Thiago Pampolha (MDB), disse que será candidato ao Palácio Guanabara, nas eleições de 2026. O anúncio foi feito em entrevista ao jornal O Globo. Pampolha e o governador fluminense, Cláudio Castro (PL), estão rompidos desde março do ano passado, quando o vice acabou exonerado da secretaria de Meio Ambiente.
"Governar e liderar um processo político dessa dimensão o coloca (Cláudio Castro) sob intensa pressão, principalmente por parte de alguns aliados. No meu CPF, eu te confirmo aqui: vou disputar as eleições ao governo do estado do Rio" diz Pampolha. Se o projeto político do vice sair do papel, deverá fazer com que Castro desista de renunciar ao cargo em 31 de março do próximo ano e concorrer ao Senado, além mexer na estratégia de seu grupo de lançar o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União) candidato ao governo.
Pampolha também disse que não pretende ir para o
Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). "Não, não é verdade. Ser lembrado para uma função tão importante é uma honra, mas isso jamais passou pela minha cabeça. Estou focado e preparado para a missão de enfrentar os problemas do estado" argumenta ele.
O vice-governador diz ainda não vê problema do seu partido integrar o governo Cláudio Castro, na Secretaria de Estado de Transporte, comandada por Washington Reis, presidente do MDB no estado. Ele afirmou que apoiará Castro caso concorra a senador.
"O meu partido já está convencido, e o candidato sou eu. O Washington é um quadro político importantíssimo e um grande amigo pessoal. Aliás, a construção para eu ser escolhido vice na chapa com o Cláudio em 2022 passou essencialmente por ele. Tem a minha gratidão sempre. Mas ele é habilidoso e jamais colocaria um projeto pessoal ou qualquer vaidade acima dos interesses do partido e da população do Rio. Uma coisa é preciso ficar clara: se confirmada a candidatura do Cláudio ao Senado, certamente contará com meu voto e apoio. Ele tem se dedicado à questão dos ajustes na legislação penal e na dívida do estado".
Fonte: Redação